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dez

Em busca da igualdade

igauldade

Se segura que lá vem textão. 

A luta das mulheres por igualdade no mercado de trabalho não para. Um levantamento recém-divulgado revela a grave diferença salarial entre os gêneros. São Paulo lidera o ranking da desigualdade: as mulheres recebem, em média, remunerações equivalentes a pouco mais de 80% da remuneração masculina. O estado é seguido por Rio de Janeiro, Santa Catarina e Espírito Santo. O coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, explica a discrepância pelo perfil do mercado de trabalho e em como é ocupado: as mulheres estão mais nos setores de comércio e serviço, enquanto os homens, na construção civil e na indústria de transformação. Como esses estados são mais fortes nos setores “masculinos” e essas áreas naturalmente oferecem pagamentos mais altos do que os setores “femininos”, surge a diferença de peso entre os gêneros.

A igualdade de oportunidades deve ser perseguida sempre. O que nos leva a outro ponto: tão importante quanto a remuneração é a inserção dessas profissionais em cargos de liderança e chefia. Há algumas semanas, a Faculdade Zumbi dos Palmares, que tem como reitor José Vicente, conselheiro do CIEE, e a Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sócio-Cultural (ONG Afrobras) promoveram o quinto encontro empresarial Jornada da Diversidade. O centro dos debates era a inserção socioprofissional de afrodescendentes, mas com o avançar dos pronunciamentos, evidenciou-se outra questão. Dentre os mais importantes gestores chamados para participar da mesa de discussão, apenas duas eram mulheres: Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil, e Rachel Maia, CEO da Pandora no Brasil. As empresas precisam encarar com seriedade programas de ações afirmativas e equilibrar essa dívida história. 

Vale tudo pela igualdade.

(ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIEE, Novembro de 2017).